segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Rosa Santa

Ela não é muito ligada nas coisas, muito do que gostamos combina, muito de nossos sonhos se encontram. Não vou saber dizer quando perguntarem, não sei se ela me ama. Talvez eu ame gostar exageradamente dela, talvez eu ame a, dolorosa, espera de um momento com ela.
Fica na imaginação, o carinho que ela me fez num sonho distante. Fica, na vontade, o sonho, não tão distante, de ter seu carinho.
Eu juro que guardei o sabor da sua voz, mia belle. Eu juro que ainda vou sentir o sabor da sua pele esquentando a minha.
Vai ver nós precisamos disso, de um momento que se perca nos caminhos de nossos desejos, vai ver é, de nós, que nós precisamos. Talvez seja do seu sussurro jogado no escuro, que eu preciso pra me achar no mundo espalhado dentro de mim.
Eu juro que guardei o sabor de sua redenção, mia belle.
Eu lembro da primeira vez que te fiz falta, lembro da primeira vez que me viu dentro de seus sonhos ao entardecer. Lembro, claramente, da noite em que acordou assustada quando não me viu ali, te velando, ao seu lado.
Agora eu quase acredito que posso deixar por conta do destino, quase acredito que a expectativa, dessa única vez, não vai falhar. Mas deixo um pouco pra nós, quero que nosso amanhã aconteça por nós, quero ser a culpada por ter você pra mim.
Eu juro que vou guardar a cor do seu beijo e que vou tentar desvendar seus mistérios, mia belle.

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