quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A Rita.

Eu pensava que do amor eu nada saberia,
era uma desilusão aqui e outra lá, não via mais sentido.
Meu coração estava num eterno leva e traz.
A Rita poderia ter levado meu sorriso e meu assunto,
mas preferiu me acertar em cheio no meio do peito.
Tudo, agora, fazia mais sentido.
Descobri que, sem ela, não sei dizer quem sou eu.
Eu pensava que do amor nada saberia, mas agora estou completa.

sábado, 8 de outubro de 2011

Tatuagem

Ela viu o tempo que passou escorrer, em suas mãos, como se fosse uma enorme, e gosmenta, geléia. Não pensou duas vezes e foi ao banheiro lavar suas mãos, pra tentar tirar aquele peso que se encontrava em cada célula de seu corpo.
Apesar da tentativa, sabia que seria impossível tirar aquilo de si, então passou só uma água, como se estivesse tentando dizer a si mesma que havia tentado, e saiu do banheiro.
Num ato desesperado mergulhou e se agarrou em tudo que lembrasse qualquer minuto que fosse de um tempo distante.
Ela não teve sucesso em tentar tirar aquilo dela e percebeu isso.
Não é possível remover uma tatuagem, você pode sobrepor; você pode tentar apagar da sua pele, mas nunca esquecerá a dor e nem que ela esteve ali.