Os olhos, a boca.
Sempre ouvi, na escola, que a matemática é uma ciência exata, talvez eles estejam corretos. A soma do seu corpo é perfeita, é correta.
Um olho, mais um nariz, mais um olho, seu rosto é um resultado e seu cabelo um detalhe, um lindo e pequeno detalhe.
Acho engraçado quando você teima em seus defeitos, quando nega, até o fim, sua beleza, pra mim. É como se não tivesse conhecimento que até a perfeição exige pequenos defeitos. Pequenos defeitos desenhados para coexistir aos meus imensuráveis, feitos para aceitar os grandes meus. Pequenos defeitos marcados em meus sonhos, em meus desejos mais secretos e pornográficos.
Há de convir que o sexo é, apenas, uma linda consequência, um resultado do fogo de um amor jovem, e calmo, e livre de qualquer confusão.
Pernas em pernas, dedos em boca, olhos nos olhos, seu peito no meu, vozes em sussurros e ouvidos.
Linda consequência difícil de não imaginar, de não almejar.
É aí que os fins justificam os meios, consegue ver? Consegue ver a linda consequência justificando o amor livre de confusões? Consegue ver que elas somem em meio aos olhos nos olhos, às vozes nos ouvidos?
Talvez consiga me entender.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Fora da lei.
Um suspiro e eu te explico o que é isso.
Nunca fui sequer boa com as palavras exatas, elas me foge de tal forma que o ar vem de relance e fala por mim.
É, talvez um suspiro, realmente, consiga te explicar isso.
Nunca fui sequer boa com as palavras exatas, elas me foge de tal forma que o ar vem de relance e fala por mim.
É, talvez um suspiro, realmente, consiga te explicar isso.
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